Os pregos do mau-caráter (Uma história que nos convida a viver sempre na graça de Deus) Esta é a história de um jovem que tinha um caráter muito mal. Seu pai lhe deu um pacote de pregos e lhe disse que cada vez que perdesse a paciência, deveria pregar um prego atrás da porta. Rapidamente a porta ficava repleta de pregos. Porém, à medida que ia aprendendo a controlar o seu gênio, colocava cada vez menos pregos atrás da porta. Descobriu que podia controlar o seu gênio, pois a ação de pregar o fazia refletir sobre sua má atitude. Chegou finalmente o dia em que pôde controlar seu caráter e já não tinha motivo para pregar. Depois de informar ao seu pai, ele sugeriu que retirasse um prego a cada dia que conseguisse controlar seu caráter. Os dias passaram e o jovem pôde finalmente anunciar ao seu pai que não havia mais pregos que retirar da porta. Seu pai lhe disse: "Você trabalhou duro meu filho, mas olha todos estes furos na porta. Nunca mais será a mesma. Cada vez que você perde a paciência, deixa cicatrizes exatamente iguais às que você vê aqui. Você pode insultar uma pessoa e retirar o que disse, mas a ferida permanece e o mal se espalha. Uma ofensa verbal é tão prejudicial como uma ofensa física. Agora é preciso trabalhar muito mais para que a porta fique como nova. Você deve reparar cada furo e dificilmente conseguirá que fique como nova". Não basta deixar de pecar. Deve-se reparar. Tudo pode ser curado com a graça de Deus, mas requer muito sacrifício e reparação. As feridas que o pecado deixa requerem como remédio a cruz.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A Bíblia na mão do povo
Necessitamos de uma “mobilização bíblica” para sermos discípulos missionários. Sem Bíblia o discipulado é incompleto. O primeiro passo é ter a bíblia nas mãos. É sobre isso que vamos refletir.
1. Deus tem o livro nas mãos (Ez 2,9). O profeta Ezequiel escreveu que “viu uma mão que segurava um manuscrito” (Ez 2,9). A visão do profeta é extraordinária e catequética. Deus lhe apresenta o livro e ordena ao profeta engolir as Escrituras Sagradas (Ez 3,1-3). Bíblia na mão e no coração, significa ter a bíblia nas mãos, saber abrí-la e interiorizá-la. Deus com o livro na mão faz um gesto altamente simbólico para nós. O lugar da Bíblia não é a prateleira nem a livraria, mas, nossas mãos. Bíblia a preço acessível, à altura do bolso.
2. Jesus tem o livro nas mãos (Apoc 5,1) João evangelista narra que o Cordeiro sentado no trono, tem o livro nas mãos (Apoc 5,8). Jesus na glória tem a bíblia em suas mãos e quer que o livro seja aberto, lido, conhecido. Na glória, Jesus nos indica que a Palavra, chega à sua plena confirmação.
3. O anjo do céu tem o livro nas mãos (Apoc 10,2). João evangelista vê o anjo com o livro nas mãos e ordena que evangelista coma o livro. Eis a lição: ter a Bíblia e interiorizá-la. O anjo simboliza todo aquele que anuncia a Palavra. Ainda mais, a Bíblia é em si um anjo para nós.
4. João evangelista tem o livro nas mãos (Apoc 10,8). Deus manda João pegar o livro. Esta ordem divina é para todos nós. Nosso povo deve ter acesso à Bíblia, ter o livro nas mãos. É o primeiro passo. Aprende-se nadar, nadando. Aprende-se a Bíblia tomando-a nas mãos.
5. Jesus, evangeliza com o livro nas mãos (Lc 4,17). O evangelista Lucas nos mostra Jesus com o livro sagrado nas mãos. Ele abre, lê e interpreta as Escrituras. Este era um costume de Jesus, isto é, participar da comunidade e ter o livro nas mãos para abrir, ler, interpretar, atualizar a mensagem. Esta era uma prática, um jeito, um costume de Jesus.
6. Santo Agostinho tem a Bíblia nas mãos. Em seu livro Confissões,, Santo agostinho conta como ouviu a voz interior que ordenou-o a pegar a Bíblia e lê-la: “Toma e lê”. Caiu-lhe nos olhos o texto da carta aos Efézios (Ef 5,1-7) Agostinho converte-se com a Bíblia na mão. Deus ordena-lhe tomar a Escritura e ler a mensagem divina que recria, refaz, recupera a vida a todos.
7. A religiosidade popular idealizou São Judas com a Bíblia na mão. A imagem de S. Judas Tadeu (e de outros santos e santas) impressiona por ter a Bíblia nas mãos. O próprio povo e a tradição da fé nos indica que com a Bíblia na mão estamos no caminho da santidade e da transformação da Igreja.
8. O Concílio Vat. II pede que tenhamos a Bíblia nas mãos. O Documento Perfectae Caritatis nº. 6 diz: “Tenham todos os dias nas mãos a Palavra de Deus”. Eis um mandamento conciliar, uma ordem da mãe Igreja. É o primado da Palavra que irá rejuvenescer a Igreja.
9. A Pontifícia Comissão Bíblica alegra-se ao ver gente humilde com a Bíblia na mão. Num de seus documentos, a Pontifícia Comissão Bíblica, (1993, IV,C3) se manifesta assim: “É motivo de alegria ver a Bíblia nas mãos de gente humilde e pobre.” Pelo que vemos, a Bíblia na mão do povo é um sopro do Espírito e alegria dos biblistas da Igreja.
10. O Papa Bento recomenda que devemos ter a Bíblia em nossas mãos. Diz o Papa Bento XVI aos jovens: “Tenham a Bíblia ao alcance da mão” (Cf. Osservatore Romano, Ed. Portuguesa, 4 de maio de 2006, pág. 6). Aos Bispos do Brasil, reunidos na Catedral da Sé, no dia 11 de maio de 2207, por ocasião de sua visita ao Brasil, disse o Papa:”é preciso trabalhar com os evangelhos nas mãos”. (cf.Osservatore Romano, ed. Portuguesa, 11 de maio, nº. 5, pág.9)Colocar a Bíblia nas mãos do povo, dos homens e mulheres da Igreja, é agora um ensino pontifício, mas a grande maioria do povo católico não têm acesso à Bíblia. Depois, vem o segundo passo que é o ensino, a compreensão e reta interpretação do texto sagrado. Nossa mobilização bíblica começa com a Bíblia na mão do povo.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Meu amigo, meu tesouro
Conhece o pior de mim e me ajuda a mudar.
Um amigo fiel é uma poderosa proteção: “Quem o achou descobriu um tesouro”. (Ecle 6,14)
Como é bom conviver com pessoas com as quais podemos deixar-lhes um pouco de nós e levar um pouco delas, é uma bela experiência marcar o irmão e permitir ser marcado por ele com aquilo que temos de belo e, que é graça de Deus, nossa AMIZADE.
É muito gratificante ter um amigo com o qual podemos sorrir, chorar, discutir e nos reconciliar, para partilhar nossas idéias, e juntos construirmos um ao outro com aquilo que é o nosso sagrado, a nossa história de vida. É bom compreender que o vocábulo “amigo” é mais profundo do que imaginamos; o verdadeiro amigo é o grande tesouro que a maioria das pessoas anseiam ardentemente encontrar.
Vale a pena ressaltar que não posso nem devo viver na superficialidade de uma amizade, é preciso conhecer e dar-se a conhecer, pois o verdadeiro amigo tem a incumbência de ao conhecer o negativo do irmão se disponibilizar a ver além das aparências, pois a própria palavra nos diz: “Os homens vêem a aparência, mas Deus vê o coração.” (I Sm 6,7)
O verdadeiro amigo não é aquele que conhece apenas o melhor de mim, mas o que conhece o pior de mim e me ajuda a mudar. Por isso, é preciso permitir que o outro se sinta livre, pois a verdadeira amizade deve ter no centro Deus e não Eu, visto que só se pode ter um verdadeiro amigo quando o amor vem em primeiro lugar, o amor puro, genuíno e que me leva à santidade. O amigo tem a função de levar o outro para o céu, a amizade verdadeira deve ser sinal de Deus, de cura, de comunhão, alegria, crescimento, escuta, amor e pureza.
Por esta razão, cativemos com maturidade aquele que Deus colocou ao nosso redor – eles são presentes para nós são jóias raras que precisam ser contempladas naquilo que têm de mais precioso e que podem nos oferecer: A verdadeira amizade.
Desejo que você possa experimentar o amor de Deus através da presença de um amigo, sendo livre e permitindo que ele também o seja.
Guarde o seu tesouro (seu amigo) no lugar mais precioso do seu ser, o seu coração, ele merece e você também.
E para aqueles que viveram a experiência das decepções nas amizades, e que indiretamente fizeram votos internos de não mais confiar em ninguém, eu os exorto a viverem um tempo novo, de reconstruir o que foi perdido, de renascer das cinzas como a águia e viver intensamente suas amizades sem que tenham medo de ser felizes. Quando paramos nas limitações do irmão, é porque não tivemos a capacidade e o discernimento de olhar para dentro de nós mesmos e enxergar que o que não gosto no outro é algo que está presente em mim e do que não tenho coragem de mudar, porque nossos irmãos são nossos espelhos.
Posso assegurar-lhes que vale a pena ultrapassar a superficialidade que o mundo nos oferece, deixando de lado os “espinhos” existentes no outro e tendo a sensibilidade de enxergar a “rosa” que há no outro.
12- o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe . E ele repartiu os haveres.
13- Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.
14-Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.
15- Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos.
16- Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada.
17- Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!
18- Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti;
19- já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores;
20- E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.
21-E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.-
22- O pai, porém, disse aos seus servos:
Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés;
23- trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos;
24-porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se
25-Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
26- Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo.
27- E ele informou: veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.
28- Ele se indignou e não queria entrar, saindo, porém, o pai procurava conciliá-lo.
29-Mas ele respondeu a seu pai. Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;
30-vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado
31-Então lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.
32-Entretanto era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.
Lição que extraímos:
Nesta parábola, o Senhor ensina que uma vida de pecado e de egoísmo, no seu sentido cabal, é a separação do amor, comunhão e autoridade de Deus. O pecador ou desviado é como o filho mais jovem da parábola, que em busca dos prazeres do pecado, desperdiça os dotes físicos, intelectuais e espirituais que Deus lhe deu. O resultado é desilusão e tristeza e, as vezes , condições pessoais degradantes, e, sempre, a falta da vida verdadeira e real, que somente se encontra no relacionamento correto com Deus.
Antes de um perdido vir a Deus, ele precisa reconhecer seu verdadeiro estado, de escravidão do pecado e de separação de Deus. Precisa voltar humildemente ao Pai, confessar seus pecados e estar disposto a fazer tudo quanto o Pai quiser. É o Espírito Santo quem convence o perdido pecador da sua situação pecaminosa.
A descrição que Jesus faz da reação favorável do pai, diante da volta do filho, ensina várias verdades importantes:
(1)Deus tem compaixão dos perdidos por causa da triste condição deles.
(2)o amor de Deus por eles é tão grande que nunca cessa de sentir pesar por eles e esperar a sua volta
(3)Quando o pecador, de coração, volta para Deus, ele sempre está plenamente disposto a acolhê-lo com perdão, amor, compaixão, graça e os plenos direitos de um filho. Os benefícios da morte de Cristo, a influencia do Espírito Santo e a graça de Deus estão à disposição daqueles que buscam a Deus.
(4)A alegria de Deus pela volta dos pecadores é imensurável.
No versículo 24 – o pai diz: Meu filho estava morto... Perdido- “Perdido” é empregado no sentido de estar perdido em relação a Deus, como “ovelha desgarrada”. A vida afastada da comunhão com Deus é morte espiritual. Voltar-se para Deus é alcançar vida verdadeira.
No versículo 28- O filho mais velho se indigna, O filho mais velho representa aqueles que têm sua religião e que exteriormente guardam os mandamentos de Deus, porém interiormente estão longe d'Ele e dos seus propósitos para o seu reino.