quinta-feira, 1 de março de 2012

DESCOBRINDO A... PALAVRA PRESBÍTERO

O termo ancião vem do latim antianus via francês arcaico ancien referindo-se a pessoa de idade avançada, antigo, velho, venerável, respeitável.

A palavra hebraica equivalente é za·qen e identificava os líderes do Antigo Israel, quer no Âmbito de uma cidade, da tribo ou em nível nacional.

Já presbítero vem do grego, πρεσβυτερος, presbyteros, pessoa de idade, ancião. Daí deriva-se outros títulos como preste.

Padre, significando pai, é uma forma de tratamento que recebe o presbítero na Igreja Católica, Igreja Ortodoxa e algumas correntes protestantes, como no anglocatolicismo ou nas antigas congregações de língua portuguesa da Igreja Reformada Holandesa, como o notável Padre João Ferreira de Almeida.

Boa parte das igrejas protestantes como a Igreja Metodista, Igreja Luterana e Calvinismo chamam seus presbíteros ordenados de pastores.

Algumas religiões prezam a figura venerável do ancião, como o za·qen na antiga religião hebraica da Tanakh, líderes do antigo Israel quer a uma cidade, tribo ou a nível nacional. Outras religiões semíticas valorizam a autoridade venerável dos anciãos, como o sheik muçulmano, o hakham no caraísmo, o ˤUqqāl dos drusos.

No cristianismo primitivo havia a figura do presbítero (grego, πρεσβυτερος, presbyteros), que era originalmente um dirigente de uma igreja congregação local, e o termo epíscopos grego:, supervisor, de onde veio o termo português bispo) era usado intercambiamente até os meados do século II, quando surgiu a distinção entre bispo (supervisor sobre várias congregações) e presbítero (líder de uma comunidade local) nas igrejas de então.

Nas Igrejas Católicas de Rito Oriental homens já casados podem se tornar padres. Na Igreja Católica de Rito Latino os padres têm de ser homens celibatários.

O substantivo padre foi dado aos bispos no século II pela atitude paternalista com que tratavam os subordinados. [carece de fontes]

No século V passou a designar os antigos escritores eclesiásticos, fossem bispos ou não.

Na Igreja Católica, o presbítero (vulgarmente vertido para padre ou sacerdote) é aquele que recebe o Sacramento da Ordem em seu segundo grau, sendo o primeiro grau o de diácono e o terceiro grau o de bispo. Portanto, é considerado um estágio intermediário na hierarquia do clero católico. Usa o título religioso de padre, do latim pater, que significa "pai [num sentido religioso]". Dependendo da sua função em uma paróquia, caso esteja funcionando em uma, pode ser um pároco, se é a autoridade religiosa máxima na paróquia, ou vigário, caso se encontre subordinado a outro padre na mesma paróquia.

Antes de ser ordenado padre, o candidato se torna diácono e faz promessa ao seu Bispo de castidade, obediência e pobreza[nota 1]. Faz ainda a promessa de rezar todos os dias a Liturgia das Horas pelo Povo de Deus e de celebrar a Eucaristia.

A veste litúrgica própria do padre é a estola caída a direito e a casula.

Por vezes, os presbíteros recebem o título honorário de Monsenhor, que não dá quaisquer poderes sacramentais adicionais.

No Cristianismo ortodoxo os padres podem casar antes da ordenação, como nas Igrejas Católicas Orientais em comunhão com Roma.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DROGAS


CONCEITO:

Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que introduzida no organismo modifica suas funções.

CLASSIFICAÇÃO:

As drogas estão classificadas em três categorias: as estimulantes, os depressores e os perturbadores das atividades mentais. O termo droga envolve os analgésicos, estimulantes, alucinógenos, tranquilizantes e barbitúricos, além do álcool e substâncias voláteis. As psicotrópicas são as drogas que tem tropismo e afetam o Sistema Nervoso Central, modificando as atividades psíquicas e o comportamento. Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injeção, por inalação, via oral ou injeção intravenosa.

FABRICAÇÃO:

As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga presta-se a várias interpretações, mas ao senso comum é uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento.

A LEI:

Do ponto de vista jurídico, segundo prescreve o parágrafo único do art. 1.º da Lei n.º 11.343, de 23 de agosto de 2006 (Lei de Drogas): "Para fins desta Lei, consideram-se como drogas as substâncias ou produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União". Isto significa dizer que as normas penais que tratam do usuário, do dependente e do traficante são consideradas normas penais em branco. Atualmente, no Brasil, são consideradas drogas todos os produtos e substâncias listados na Portaria n.º SVS/MS 344/98.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Padre Edivânio! Minha história Vocacional!


Senti fortemente o chamado de Deus em meu coração quando fui pela primeira vez, ao grupo de Jovens, chamado Juventude Eterna, que era da PJMP ( Pastoral da juventude no meio popular), que se reunia na Igreja Matriz de Sant’Ana na Cidade de Ribeirão.

Fui para uma reunião dos jovens e o tema daquela noite era a Mística de Jesus Cristo e Nossa Senhora, foi o que me chamou mais atenção, a Mística de Maria de Nazaré a qual eu não conhecia, pois venho de uma família de Protestantes, eu mesmo passei 15 anos no protestantismo não conhecia nada do Catolicismo além das críticas duras que eu mesmo lançava contra a Igreja de Cristo!

Fui provocado pela convicção da jovem que falava da Mística de uma Jovem de Nazaré que era firme mais suave, convicta da missão mais meiga na doação. Aquela nova imagem de Maria que eu não conhecia foi me envolvendo de tal forma que não pude conter as lágrimas e enquanto chorava dizia a mim mesmo aqui é o meu lugar não quero sair mais daqui descobri uma Senhora na minha vida e, é com Ela que eu quero ficar, me consagrar, naquela hora fiz uma simples oração: Ó Senhora minha, receba-me em teus braços como recebeste o teu Filho Jesus.

Ao término daquela reunião sair angustiado sem saber o que fazer, pois sentia Também fortemente uma voz interior dizendo: Ser Padre! Ser Padre! Era a forma de Consagração para pertencer a Ela.

Na semana seguinte fui falar com o Pároco da minha Paróquia, Pe. Jorge Rufino, quando falei que queria ser Padre ele ficou admirado com a minha determinação, e pela graça de Deus me aceitou me indicando a Pastoral Vocacional e disse mais... Se for realmente vocação você vai agüentar passar pela Pastoral Carcerária fui experimentado durante quatro anos na Pastoral Carcerária que foi a minha melhor escola.

Quando voltei para casa sorridente para dá a boa notícia aos meus pais (Caetano e Zalfires) a respeito da minha decisão e aceitação pela Igreja, eles deram uma gargalhada de mim e disseram que eu estava com brincadeira de mau gosto com eles, no momento fiquei triste porque não acreditaram no meu chamado, mas o Senhor da minha vida me deu forças para continuar.

Procurei imediatamente conhecer mais a Igreja de Cristo com o coração apaixonado por Ele. Percebi que a única forma autêntica de conhecê-la era participando ativamente da mesma, quanto mais me doava tanto mais o amor por Jesus Cristo e a sua Igreja crescia dentro de mim.

Durante o tempo de Seminário procurei fica aos pés do meu Senhor deixando com que Ele me formasse hoje Sacerdote Dele continuo aos seus pés para que Ele continue confirmando o seu chamado em mim. Vivendo assim posso dizer que me sinto um Padre Feliz!

Obrigado, meu Senhor!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

DESCOBRINDO A... PALAVRA QUARESMA

A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.

A Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira santa com a Missa da Santa Ceia, exclusive, isto é, termina antes da Missa da Ceia, ao anoitecer. Com a Celebração da Missa também chamada de Missa da Instituição da Eucaristia (ou Missa do Lava Pés), inicia-se o Tríduo Pascal. Como o período da Quaresma os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, à conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal.

O tempo da Quaresma é o momento oportuno para que olhemos mais profundamente para o Mistério da Cruz. Olhar para a Cruz, contemplar esse Mistério é ir ao porquê de tudo aquilo que nós faremos durante a Quaresma. As orações, os jejuns e esmolas têm sentido porque nos põem em contato com a Cruz do Senhor. Além do mais, nós recebemos do Mistério da Cruz a força para unir-nos à mesma Cruz, ou seja, aquilo que Deus nos pede, ele nos concede: Deus pede que rezemos? Ele nos dá a graça da oração. Deus nos pede que façamos penitência? Ele nos dá a graça para realizá-la? Deus pede que partilhemos e que não sejamos egoístas? Ele nos dá a graça da generosidade e da esmola. O que está por detrás de tudo isso é a primazia da graça de Deus na nossa vida. Quando dirigimos o nosso olhar contemplativo ao mistério da Cruz do Senhor surge em nós o desejo de fazer aquilo que São Paulo fazia: “o que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja” (Cl 1,24).

E o jejum? Como fazê-lo? É suficiente atuar segundo o seguinte principio: fazer apenas uma refeição completa, todas as outras devem ser incompletas e sem o lanchinho da tarde. Na prática: um cafezinho simples, almoço normal, sem lanche e, em lugar do jantar, um lanchinho. E quem quiser fazer mais do que isso? É só fazer. Contudo, é importante que o nosso jejum não diminua a intensidade do nosso trabalho e a nossa atenção caridosa para com os outros. Fazer jejum a pão e água, mas ficar mal humorado e trabalhar sem vibração seria um contrassenso.

Em que consiste a abstinência? Consiste em não comer carne. No entanto, no nosso País, por determinação da autoridade eclesiástica, a abstinência pode ser de outro tipo, principalmente através de “obras de caridade e exercícios de piedade”. Com outras palavras, uma pessoa poderia comer carne (exceto na sexta-feira santa) e substituir por conta própria tal penitência por um terço, pela visita a algum enfermo ou ainda outra coisa que queira fazer, seja em forma de oração seja em forma de obra de misericórdia. Qualquer penitência vale! Mas é preciso fazer alguma. Na prática, e para não improvisar, o melhor é ter em mente o que se vai fazer e colocá-lo em prática.

Ao longo da Quaresma, desafiamos as famílias, a “verem o oculto”, a amarem o invisível, a descobrirem os tesouros, que no arco da sua vida, Deus lhes ofereceu! Durante a Quaresma, cada família deverá valorizar os “tesouros” que tem guardados na sua “Arca da Aliança”. Em cada semana, deverá procurar-se e encontrar-se um tesouro nesta arca, numa busca semelhante à de «um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro» (Mt.13,52). Semana a semana, iremos ao “fundo da arca” que está junto do altar, buscar os documentos da aliança, para colocá-los numa arca familiar, construída lá em casa. E quais os tesouros a descobrir e a valorizar? Pensemos no grande património do matrimónio, que são a própria família, o dom dos filhos, a lei do Amor, a graça do perdão, a vida em Aliança, a experiência da Paz e a esperança de uma Vida com futuro.

Cada ano, o Santo Padre João Paulo II nos escrevia uma mensagem de Quaresma. Em uma dessas mensagens, sob o lema «Faz mais feliz dar que receber» (Hch 20,35), suas palavras nos ajudaram a descobrir esta mesma dimensão caritativa do jejum, que nos dispõe-desde o profundo do nosso coração— a prepararmos para a Páscoa com um esforço para identificarmos, cada vez mais, com o amor de Cristo que o levou até a dar a vida na Cruz. Definitivamente, «o que todo cristão deve fazer em qualquer tempo, agora deve fazê-lo com mais atenção e com mais devoção» (São Leão Magno, Papa).

Conheça o Padre!

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