quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Gostaria que o Senhor falasse sobre o Tempo. O que o Tempo?



Fiquei impactado com um pedido de um amigo ontem à noite durante um jantar, com a pergunta me dei conta que estava no tempo. No término de mais um ano e na entrada de um novo ano, são muitos os pensamentos que nos invadem.Vamos refletir um pouco sobre o mistério do tempo.
Já Pascal se interrogava na perplexidade: porque é que, num passado ilimitado e num futuro igualmente sem limites, me coube viver precisamente neste tempo que é o meu?
Se soubéssemos o que é o tempo, também saberíamos o que somos. Volta-se sempre a Santo Agostinho, quando pretendemos meditar sobre o tempo - pergunta: O que é tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; mas, se alguém me puser a questão e eu quiser responder, já não sei.
Há múltiplas experiências e perspectivas do tempo. Aparentemente, tudo vai e tudo volta. As estações do ano repetem-se, sucessivamente: Primavera, Verão, Outono, Inverno, e outra vez Primavera, Verão, Outono, Inverno... Cada ano, o ano velho despede-se e chega o ano novo. Outra vez. Aí está o mito do eterno retorno, como repetiu Nietzsche: "Esta vida, tal como a vives naturalmente, tal como a viveste, é necessário que a revivas mais uma vez e uma quantidade inumerável de vezes, e nela nada haverá de novo, pelo contrário!"
A flecha do tempo é irreversível. O tempo é voragem, corre e flui, desaparece. Corre do futuro para o passado. O passado passou, o presente vai-se tornando passado, o futuro também ele se vai transformar em passado, de tal modo que temos o passado passado, o presente passado, o futuro passado, como se a história não fosse senão o lugar dos mortos: a curto, a médio, a longo prazo, todos iremos estando mortos. Mesmo a memória tem algo de ilusório, pois, quando lembramos o passado, é sempre a partir do que somos no presente que o alcançamos e vivemos, já diferentes e outros.
Afinal, o que é o tempo, uma vez que o passado já não é e o futuro ainda não é? Só o presente existe, mas, por outro lado, o presente o que é senão esse contínuo trânsito do futuro para o passado, do ainda não para o já não? Indestrutível mesmo é só o passado, pois nem Deus pode fazer com que o que foi não seja e o que aconteceu não tenha acontecido.
É sempre no presente que vivemos, mas projetados para o futuro. Mesmo o passado é sempre iluminado pelo futuro. O que vamos fazendo é em função do futuro, antecipando-nos a nós mesmos. Por isso, não coincidimos nunca completamente conosco: o homem "nunca é o seu próprio contemporâneo" (D. Huisman). Mas, por outro lado, é no futuro que se encontra a morte, é nele que ela nos espera.
Com o tempo, tudo muda. Mas o "eu" transcende o tempo. Pela memória, pela atenção, pela expectativa, o espírito unifica os três modos do tempo numa certa simultaneidade: pela memória, temos o passado no presente; o presente atual temo-lo pela atenção; o futuro torna-se presente enquanto o esperamos.
Depois, o tempo é duração, ritmo. Como poderíamos ouvir uma sinfonia, se assim não fosse? E há aqueles instantes que são tangidos pela eternidade. A eles se referiu Platão, na Carta VII: "de repente", a iluminação da verdade! Qual é o tempo do amor, o tempo da criação, o tempo da liberdade, o tempo da decisão e da urgência? Cá está: há o tempo dos relógios - tempo quantitativo (cronológico) - e o tempo qualitativo (Kairológico).
Por vezes, o tempo acelera; outras, parece parado. Atualmente, na aceleração vertiginosa do tempo, quando se pensa e se é?
Refletindo bem, o tempo não é circular, cíclico, nem pode entender-se de modo exclusivamente linear, pois é linear e entrecruzado, numa rede de relações múltiplas e complexas. Cada modo do tempo tem ele próprio tríplice modo, isto é, um presente, um passado e um futuro, entrelaçando-se. O tempo e a história vivem deste entrelaçamento múltiplo, na constante abertura ao futuro.
Precisamente no quadro deste entrelaçamento, na abertura ao futuro, Deus, que é no eterno presente, é pensável como o Futuro absoluto, isto é, o Futuro de todos os passados, presentes e futuros. Deus enquanto Futuro absoluto consuma a história ao mesmo tempo que a abre ao sempre novo.
Como dizia Anne Russel: "O tempo é o mais interessante instrumento da vida: modifica a natureza, transforma até mesmo as pedras, aplaca a força das tristezas e das paixões. Mas, ao mesmo tempo, é ele que fortalece os sentimentos puros, como a fé e o Amor."

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal, Jesus nasceu!


O Natal desperta em nós sentimentos e atitudes capazes de nos surpreender: temos esperança no ser humano, passamos a acreditar, mesmo que seja por pouco tempo, que verdadeiramente somos capazes de transformar o mundo num planeta solidário.
Por uma noite, muitos de nós, cristãos do mundo inteiro, nos desarmamos, deixamos de lado as rivalidades, a insegurança com relação ao outro e somos capazes de comer numa mesma mesa.
Não que o Natal seja mágico, somos nós que fazemos um esforço de tolerância, deixamos o egoísmo e o egocentrismo de lado e conseguimos olhar, mesmo que seja um pouquinho, para o outro. A fraternidade acontece, não por milagre, mas por exercício.
Por algumas horas, o menino Deus, de forma real, habita em nós. No compromisso que fazemos de convivência pacífica, está a grande esperança do mundo. A paz está em nossas mãos.

Que a força do Senhor, seja a nossa alegria!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O que Pólis?

Todos vivemos em uma pólis. Originalmente, esse era o nome das cidades-estado da antiga Grécia. Uma organização fantástica para a época. E no berço da pólis nasceu a democracia.
Pólis deu origem a duas palavras muito importantes: politiké e polittikós. A primeira, você já deve ter deduzido, significa. Segundo Marilena Chauí, “os negócios públicos dirigidos pelos cidadãos”. Envolve as leis, o erário público, a defesa e a guerra, a economia e, claro, os serviços públicos.
Todas essas atividades são controladas pelos politikós. Aqui, o óbvio não é real. Embora a tendência fosse traduzir a palavra como “políticos”, na verdade ela significa “cidadãos”. Na época do Império Romano, pólis foi traduzida como civitas, a cidade; politikós virou res publica, ou seja, negócios públicos; e os politikós eram os populus romanus ou cidadãos romanos.
Dessa forma – etimologicamente, pelo menos --, a política deveria ser exercida por todos os cidadãos e não apenas por um grupo. Na prática, nem na democracia grega isso aconteceu. É verdade que havia igualdade de direito e deveres entre todos os cidadãos, e aqueles que se recusassem a exercer seu direito de participação eram moralmente condenados por sua “apatia” ou “idiotia”. A questão era: quem é o cidadão?
Grande exemplo da democracia, atenas tinha cerca de 400 mil habitantes por volta do séculos IV a.C. Porém, estrangeiros, escravos e mulheres não eram considerados cidadãos. Sobravam menos de 40 mil que podiam exercer seu direito (e poder) político.
Ainda assim, a democracia ateniense nos ensina muitas coisas. Uma delas é o ostracismo. Mediante uma votação secreta anual, alguém que ameaçasse a democracia poderia perder seus direitos políticos por isso hoje...
Uma última curiosidade sobre a Grécia Antiga é que os atenienses reuniam-se em tipo de assembleia geral, a ekklesia, que posteriormente deu origem ao termo igreja. Em Roma, esse tipo de reunião recebeu o nome de comitiu, ou comício.
Observando a História, entendo que a política não deve se resumir ao nosso direito de voto. Ela se manifesta em todos os momentos e em todas as esferas. Política significa participação, com certeza alguém a exercerá por nós, muitas vezes com interesses não muito coletivos. Enfim, precisamos votar bem. Mas também precisamos participar mais. Sempre.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Dinâmica de grupo VI

Questões para Debate

1 - Que importância o grupo dá para o uso de dinâmicas?
2 - Por que as dinâmicas facilitam o trabalho coletivo e superam o individualismo?
3 - O que o grupo pode fazer para aproveitar melhor as dinâmicas?


Com dinâmica é melhor

Manter um grupo por mais tempo não é tarefa fácil. Para o jovem crescer no grupo é preciso muita criatividade e uso de recursos que ajudem. Esta, muitas vezes, está adormecida dentro do jovem. É preciso mexer com ela. Despertá-la. Para isso é muito bom usar diferentes dinâmicas de grupo.

A dinâmica ajuda na comunicação com o outro e com o grupo. Ajuda o jovem a dizer a sua palavra, a integrar-se ativamente de maneira consciente, eficiente e crítica. Ela serve para superar as barreiras que impedem a comunicação e a integração grupal. Ajuda a “quebrar o gelo” que torna as relações frias e amargas.

As estruturas sociais favorecem ao isolamento e ao individualismo. Uma boa dinâmica desperta para a solidariedade que vence o egoísmo, vivenciando valores de colaboração e ajuda mútua.

Topando qualidades e defeitos

Através da dinâmica, o jovem pode entrar em contato, igualmente, com suas limitações e defeitos, qualidades e virtudes. Ajuda a superar bloqueios, barreiras e medos. A dinâmica provoca abertura, sinceridade, confiança, colaboração e compromisso. Leva o grupo a um maior trabalho em equipe, ao crescimento dos jovens no grupo e à transformação das relações.

Com a ajuda da dinâmica e da criatividade, o jovem e o grupo são levados a ver a sociedade de uma outra maneira. Busca criar uma sociedade nova, onde as relações são mais justas e fraternas.

Uso de dinâmicas

- Cada participante deve compreender a dinâmica proposta, o objetivo dela e os passos a serem seguidos;
- A dinâmica deve ter uma boa preparação anterior. Deve-se preparar, também, os recursos necessários (ambiente, papel, pincel atômico...);
- No final, uma avaliação é importante.

Uma dinâmica sempre à mão, na hora certa, é um recurso que nenhum coordenador(a) de grupo ou educador(a) deve prescindir. Aqui vai uma sugestão. No uso de dinâmicas, seja criativo(a), entendendo o objetivo do que quer. Estará ajudando para que a vida em grupo seja um processo bacana, dinâmico e alegre, como são os próprios jovens.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dinâmica de grupo V

A dinâmica promove a participação

A dinâmica de grupo constitui um valioso instrumento educacional que pode ser utilizado para trabalhar o ensino-aprendizagem quando opta-se por uma concepção de educação que valoriza tanto a teoria como a prática e considera todos os envolvidos neste processo como sujeitos.

A opção pelo trabalho com dinâmica de grupo permite que as pessoas envolvidas passem por um processo de ensino-aprendizagem onde o trabalho coletivo é colocado como um caminho para se interferir na realidade, modificando-a. Isso porque a experiência do trabalho com dinâmica promove o encontro de pessoas onde o saber é construído junto, em grupo.

Logo, esse conhecimento deixa de ser individualizado e passa a ser de todos, coletivizado. Ainda tem a qualidade de ser um saber que ocorre quando a pessoa está envolvida integralmente (afetivamente e intelectualmente) em uma atividade, onde é desafiada a analisar criticamente o grupo e a si mesma, a elaborar coletivamente um saber e tentar aplicar seus resultados.

É importante ressaltar que faz parte desse processo a garantia da participação constante de todos os participantes. Só assim todos se sentirão donos do saber alcançado.

Ferramenta importante

A importância da dinâmica no processo coletivo do ensino-aprendizagem não deve ser, no entanto, absolutizada ou subestimada. Sua utilização deve responder a objetivos específicos de uma determinada estratégia educativa, no sentido de estimular a produção do conhecimento e a recriação deste conhecimento tanto no grupo/coletivo quanto no indivíduo/singular, uma vez que a técnica da dinâmica não é um fim, mas um meio - é uma ferramenta a ser usada.

Ao optar pelo uso da técnica de dinâmica de grupo você poderá, através de jogos, brincadeiras, dramatizações, técnicas participativas, oficinas vivenciais e um ambiente descontraído, discutir temas complexos, polêmicos e até estimular que sejam externados conflitos (do indivíduo e do grupo), buscando estimular os participantes a alcançar uma melhoria qualitativa na percepção de si mesmo e do mundo e, conseqüentemente, nas relações estabelecidas consigo mesmo, com o outro e com o mundo.

Enfim, Dinâmica de Grupo é um caminho para educar junto!

Recomendações

Para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno, é recomendável que os grupos tenham, no máximo, 20 participantes. Isto porém não impossibilita que se faça o uso dessa metodologia educacional em grupos maiores, em congressos, em seminários e outros.

Orientamos que nestes casos o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupão nos momentos de socialização e de síntese.

Outros recursos que podem ser utilizados em grupos grandes são o retroprojetor, vídeo, exposições dialogadas, além de técnicas de teatro, tarjetas e cartazes.

Em todo início de atividade (encontro) deve ser feito o “Contrato do Grupo”. Trata-se de uma discussão da pauta proposta, definição de normas internas do grupo, formação de equipes de trabalho e distribuição de tarefas. Quando se tratar de uma atividade menor, um debate por exemplo, deve-se definir com o grupo o horário de terminar a atividade, o que será possível realizar, o que já foi preestabelecido, o objetivo da atividade e a metodologia de abordagem.

Dinâmica de grupo V

A dinâmica promove a participação

A dinâmica de grupo constitui um valioso instrumento educacional que pode ser utilizado para trabalhar o ensino-aprendizagem quando opta-se por uma concepção de educação que valoriza tanto a teoria como a prática e considera todos os envolvidos neste processo como sujeitos.

A opção pelo trabalho com dinâmica de grupo permite que as pessoas envolvidas passem por um processo de ensino-aprendizagem onde o trabalho coletivo é colocado como um caminho para se interferir na realidade, modificando-a. Isso porque a experiência do trabalho com dinâmica promove o encontro de pessoas onde o saber é construído junto, em grupo.

Logo, esse conhecimento deixa de ser individualizado e passa a ser de todos, coletivizado. Ainda tem a qualidade de ser um saber que ocorre quando a pessoa está envolvida integralmente (afetivamente e intelectualmente) em uma atividade, onde é desafiada a analisar criticamente o grupo e a si mesma, a elaborar coletivamente um saber e tentar aplicar seus resultados.

É importante ressaltar que faz parte desse processo a garantia da participação constante de todos os participantes. Só assim todos se sentirão donos do saber alcançado.

Ferramenta importante

A importância da dinâmica no processo coletivo do ensino-aprendizagem não deve ser, no entanto, absolutizada ou subestimada. Sua utilização deve responder a objetivos específicos de uma determinada estratégia educativa, no sentido de estimular a produção do conhecimento e a recriação deste conhecimento tanto no grupo/coletivo quanto no indivíduo/singular, uma vez que a técnica da dinâmica não é um fim, mas um meio - é uma ferramenta a ser usada.

Ao optar pelo uso da técnica de dinâmica de grupo você poderá, através de jogos, brincadeiras, dramatizações, técnicas participativas, oficinas vivenciais e um ambiente descontraído, discutir temas complexos, polêmicos e até estimular que sejam externados conflitos (do indivíduo e do grupo), buscando estimular os participantes a alcançar uma melhoria qualitativa na percepção de si mesmo e do mundo e, conseqüentemente, nas relações estabelecidas consigo mesmo, com o outro e com o mundo.

Enfim, Dinâmica de Grupo é um caminho para educar junto!

Recomendações

Para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno, é recomendável que os grupos tenham, no máximo, 20 participantes. Isto porém não impossibilita que se faça o uso dessa metodologia educacional em grupos maiores, em congressos, em seminários e outros.

Orientamos que nestes casos o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupão nos momentos de socialização e de síntese.

Outros recursos que podem ser utilizados em grupos grandes são o retroprojetor, vídeo, exposições dialogadas, além de técnicas de teatro, tarjetas e cartazes.

Em todo início de atividade (encontro) deve ser feito o “Contrato do Grupo”. Trata-se de uma discussão da pauta proposta, definição de normas internas do grupo, formação de equipes de trabalho e distribuição de tarefas. Quando se tratar de uma atividade menor, um debate por exemplo, deve-se definir com o grupo o horário de terminar a atividade, o que será possível realizar, o que já foi preestabelecido, o objetivo da atividade e a metodologia de abordagem.

Dinâmica de grupo IV

Técnicas de animação e relaxamento

- Tem como objetivo eliminar as tensões, soltar o corpo, voltar-se para si e dar-se conta da situação em que se encontra, focalizando cansaço, ansiedade, fadigas etc. Elaborando tudo isso para um encontro mais ativo e produtivo.
- Estas técnicas facilitam um encontro entre pessoas que se conhecem pouco e quando o clima grupal é muito frio e impessoal.
- Devem ser usadas quando necessitam romper o ambiente frio e impessoal ou quando se está cansado e necessita retomar uma atividade. Não para preencher algum vazio no encontro ou tempo que sobra.

Técnica de capacitação

- Deve ser usada para trabalhar com pessoas que já possuem alguma prática de animação grupal.
- Possibilita a revisão, a comunicação e a percepção do que fazem os destinatários, a realidade que os rodeia.
- Amplia a capacidade de escutar e observar.
- Facilita e clareia as atitudes dos animadores para que orientem melhor seu trabalho grupal, de forma mais clara e livre com os grupos.
- Quando é proposto o tema/conteúdo principal da atividade, devem ser utilizadas dinâmicas que facilitem a reflexão e o aprofundamento; são, geralmente, mais demoradas.

Litúrgicas

- Possibilitam aos participantes uma vivência e uma experiência da mística, do sagrado.
- Facilitam o diálogo com as leituras bíblicas, com os participantes e com Deus.
- Ajudam a entrar no clima da verdadeira experiência e não somente a racionalização.

Dinâmica de grupo III

Perguntas e conclusões: Que permita resgatar a experiência, avaliando; o que foi visto; os sentimentos; o que aprendeu. O momento de síntese final, dos encaminhamentos, permite atitudes avaliativas.

Técnica quebra-gelo

 Ajuda a tirar as tensões do grupo, desinibindo as pessoas para o encontro.
 Pode ser uma brincadeira onde as pessoas se movimentam e se descontraem.
 Resgata e trabalha as experiências de crianças.
 São recursos que quebram a seriedade a vontade das pessoas.

Técnica de apresentação

 Ajuda a apresentar-se uns aos outros. Possibilitando descobrir: quem sou, de onde venho, o que faço, como e onde vivo, o que gosto, sonho, sinto e penso... Sem máscaras e subterfúgios, mas com autenticidades e sem violentar a vontade das pessoas.
 Exige diálogo verdadeiro, onde partilho o que posso e quero ao novo grupo.
• São as primeiras informações da minha pessoa.
• Precisa ser desenvolvida num clima de confiança e descontração.
• O momento para a apresentação, motivação e integração. E aconselhável que sejam utilizadas dinâmicas rápidas, de curta duração.

Técnica de integração

- Permite analisar o comportamento pessoal e grupal. A partir de exercícios bem específicos, que possibilitam partilhar aspectos mais profundos das relações interpessoais do grupo.
- Trabalha a interação, comunicação, encontros e desencontros do grupo.
- Ajuda a sermos vistos pelos outros na interação grupal e como nos vemos a nós mesmos. O diálogo profundo no lugar da indiferença, discriminação, desprezo, vividos pelos participantes em suas relações.
- Os exercícios interpelam as pessoas a pensar suas atitudes e seu ser em relação.

Dinâmica de grupo II

Uma técnica por si mesma não é formativa, nem tem um caráter pedagógico. Para que uma técnica sirva como ferramenta educativa libertadora deve ser utilizada em função de temas específicos, com objetivos concretos e aplicados de acordo com os participantes com os quais esteja trabalhando.

Os elementos de uma dinâmica:

Objetivos: Quem vai aplicar a dinâmica deve ter claro o que se quer alcançar.

Materiais-recursos: que ajudam na execução e na aplicação da dinâmica (TV, vídeo, som, papel, tinta, mapas...). Outros recursos que podem ser utilizados em grupos grandes são o retroprojetor, exposições dialogadas, além de técnicas de teatro, tarjetas e cartazes.

Ambiente-clima: o local deve ser preparado de acordo, para que possibilite a aplicação da dinâmica (amplo, fechado, escuro, forrado, coberto...), onde as pessoas consigam entrar no que está sendo proposto.

Tempo determinado: Deve ter um tempo aproximado, com início, meio e fim.

Passos: Deve-se ter clareza dos momentos necessários, para o seu desenvolvimento, que permitam chegar ao final de maneira gradual e clara.
Número de participantes: ajudará a ter uma previsão do material e do tempo para o desenvolvimento da dinâmica.

Dinâmica de grupo I



As dinâmicas são instrumentos, ferramentas que estão dentro de um processo de formação e organização, que possibilitam a criação e recriação do conhecimento.

Para que servem:

 Para levantar a prática; o que pensam as pessoas, o que sentem, o que vivem e sofrem.
 Para desenvolver um caminho de teorização sobre esta prática como processo sistemático, ordenado e progressivo.
 Para retornar à prática, transformá-la, redimensioná-la.
 Para incluir novos elementos que permitem explicar e entender os processos vividos.

As técnicas participativas geram um processo de aprendizagem libertador porque permitem:

 Desenvolver um processo coletivo de discussão e reflexão.
 Ampliar o conhecimento individual, coletivo, enriquecendo, sue potencial e conhecimento.
 Possibilita criação, formação, transformação e conhecimento, onde os participantes são sujeitos de sua elaboração e execução.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A dificuldade de Perdoar os pais.


Certa vez, não lembro onde, a frase “Errar é humano, perdoar é divino”. Eu concordo plenamente.
Deve existir uma ponte entre a visão do mundo da psicoterapia e a visão do mundo que nasce das correntes espirituais. A psicoterapia sustenta que, para uma pessoa amadurecer, ela precisa atravessar a dor da infância, enquanto as tradições espirituais afirmam que ela precisa transcender as emoções negativas e cultivar as emoções positivas, como o amor e o perdão. Se levarmos em consideração as mais recentes novidades nos estudos da psicoterapia, poderemos ver que uma ponte entre estas duas realidades já está sendo construída.
A esse respeito, o estudioso Jeremy Holmes escreveu uma coisa que poderia responder à sua pergunta. Ele explicou que, em psicoterapia, chegar a uma relação harmoniosa entre as gerações implica três etapas diferentes. A primeira consiste em nos conscientizarmos dos modos em que os sentimentos e o comportamento atuais são ditados pela experiência passada. Pode ser doloroso para nós, sobretudo se as influências do passado tiverem raízes profundas. A segunda fase consiste no fato de diferenciarmos a nós mesmos daquilo que podem ser as influências externas. Nesse estágio pode-se experimentar raiva em relação aos pais e protesto existencial. Muitos pacientes esperam que, com a ajuda da psicoterapia, poderá emergir um novo “eu”, são e salvo, livre do passado. Mas esse projeto poderá ter sucesso só em parte. Nós somos feitos pelo nosso passado. Não existe ninguém que se faça a si mesmo.
A terceira etapa consiste em dar-se conta de que também os nossos pais – que criticamos com tanta aspereza – são o resultado da própria história pessoal. Quando o paciente compreende isso, ele se dá conta de que, se as coisas tivessem sido diferentes, ele não teria vindo à existência. A esse ponto ele pode começar a perdoar os seus pais, a participar do sofrimento deles e, por fim, a ser grato por eles o terem colocado neste mundo mesclado de alegrias e de sofrimentos.
No fundo, trata-se decidir acolher a si mesmo e os outros. Uma decisão que leva à liberdade e à serenidade interiores.







terça-feira, 9 de novembro de 2010

Gostaria muito de ser ajudado, pois, sofro da auto-suficiência precoce.


Se você é perfeccionista, deve entender como é difícil falar essa palavra “errei”! E nem precisa ser dita para outras pessoas. O mais difícil é admitir os erros para nós mesmos! Mas o reconhecimento dos erros é uma das marcas da humildade.
O paradoxo é que, quando queremos ser reconhecidos como humildes, já temos um problema. Afinal, se buscamos ser reconhecidos por algo que somos, a humildade já ficou obscurecida pela necessidade do reconhecimento.
Quando admiramos pessoas que notoriamente são tidas como antônimos da arrogância, do orgulho ou da altivez, muitas vezes vemos pessoas que “fugiram do mundo” e dos holofotes. Largaram o conforto e buscaram alcançar seus ideais na pobreza, junto aos excluídos, mas sempre no anonimato.
Voltando ao tema, a sociedade da informação rápida e incoerente quando, ao mesmo tempo em que não admite erros, é permeada por eles. Basta acessar os sites de notícias. Na ânsia em ser a primeira a divulgar um fato, pouco importa à mídia se ele foi devidamente apurado e checado. É a era do “se estiver errado, depois consertamos”. Só que muitas vezes esse “depois” nem é cumprido.
Enquanto isso, nós somos assolados pelo peso não poder errar, ao mesmo tempo em que buscamos ser os melhores. Afinal, quem é o melhor não erra. Apenas os melhores alcançam os melhores postos. Só os melhores vencem na vida. Confesso que pensei assim durante grande parte da minha vida.
Mas, dias atrás, ao pensar enquanto é praticamente impossível ser o melhor em tudo, em quanta decepção, depressão, sentimento de inferioridade tudo isso causa, me veio à seguinte frase: “Eu não preciso ser o melhor. Eu preciso ser o melhor que eu puder ser”. Foi libertador.
O que isso significa? Que precisamos admitir que cada um de nós temos nossos limites. Ás vezes, mesmo que eu me esforce e faça o melhor, alguém pode ser melhor que eu graças à sua qualificação ou aptidão.
Não podemos nos acomodar. Mas, se eu cheguei ao meu limite, preciso me contentar e admitir as minhas incapacidades. A começar pela incapacidade de admirar quem é melhor, preciso, aprender com ele, ajudá-lo nas incapacidades que ele certamente tenha em outras áreas. Mesmo que ele, como acontece muitas vezes, seja arrogante.
Ou seja, a lição é igual para todos. Se somos muito bons em alguma coisa, precisamos exercitar a humildade. Se não somos os melhores, também, afinal ninguém é infalível.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eu amo a Igreja Católica



1. Amo a Igreja – porque nela encontro Jesus Cristo. Sei que ele não está exclusivamente nela, mas sei que onde está a Igreja está o seu fundador Jesus.

2. Amo a Igreja – porque ela está onde estão os batizados. Se sobrasse um único batizado sobre a face da terra, ele sendo Igreja presente no mundo.

3. Amo a Igreja – porque ela, presente na America Latina e no Caribe, optou pelos pobres, não com exclusividade mas de modo preferencial, dando mais atenção a quem precisa mais dela, sem com isso excluir ninguém.

4. Amo a Igreja – porque ela é forte e corajosa na luta contra a injustiça, a ponto de preferir o martírio a ver as pessoas, sejam elas quem forem, sendo exploradas em seus direitos ou ferida em sua dignidade.

5. Amo a Igreja – porque ela respeita e enriquece as culturas com os valores do Evangelho; ela não as destrói porque entende a importância que têm para que as nações, povos e comunidades não percam a sua identidade.

6. Amo a Igreja – porque ela tem consciência de que faz parte da sua missão promover a inclusão dos excluídos, unindo-se a eles para que descubram os talentos e dons em prol do crescimento pessoal e comunitário.

7. Amo a Igreja – porque é católica, isto é, porque é universal, aberta a todas as pessoas, sem exceção, que queiram fazer o Caminho, a Verdade e vida.

8. Amo a Igreja – porque ela não admite o racismo, o pré-julgamente, o preconceito e as demais formas de marginalização que ferem mortalmente o ser humano e clamam aos céus por justiça.

9. Amo a Igreja – porque ela está no mundo sem ser do mundo. Ela não despreza o mundo, mas sabe que o transcende; por isso não se apega a ele e nem o endeusa.

10. Amo a Igreja – porque é defensora e promotora da paz, que é inseparável da justiça. Para a Igreja, a paz é a condição para a unidade na diversidade de culturas e religiões.

11. Amo a Igreja – porque nela me sinto bem, mesmo sendo pecador. A Igreja não peca, mas nós, seus filhos e filhas, pecamos, e nem por isso somos marginalizados. Sempre que queremos retornar a ela, somos acolhidos por Jesus.

12. Amo a Igreja – porque ela é apostólica, tendo sua fonte em Jesus e suas raízes nos doze apóstolos, hoje sucedida pelos bispos, entre eles o Papa.








Viver a Vida... Como posso?


Fiquei surpreso quando esta frase me tocou!

Vivi uma experiência profunda durante uma pregação, em que falava que precisamos viver a vida... Estas palavras me marcaram visceralmente.
Se lhe perguntasse, como você se sente e pensa ao ler este título: Viver a vida... Se pudéssemos partilhar, certamente ficaríamos surpresos as experiências vividas. Podemos, contudo imaginar que alguns podem ter pensado em coisas agradáveis e outros desagradáveis.
Algumas pessoas consideram a vida como dom recebido por Deus, e a vivem com otimismo ou muito realismo, sem desprezarem as dificuldades que lhe são próprias. Para outras pessoas a vida chega ser um fardo pesado que mal conseguem carregar. Perdeu o sentido das coisas, nada dá certo, tudo vai de mal a pior, o que lhe resta é a murmuração e a lamentação, sem querer assumir a culpa procura um culpado pelos infortúnios cotidianos.
Você há de admiti, que viver a vida não seja um mar de rosas, sobretudo em meio a complexidade do mundo globalizado em que vivemos. De fato, muitos se sentem estressados ou, até mesmo, deprimidos.
Em falar de estresse, podemos pensar logo nos fatores de tensão com os quais estamos em contato e, para isso, é preciso uma escala de valores para amenizar o impacto destes fatores em nossa vida.
No entanto, algumas pessoas são mais sensíveis a tais impactos e sofrem mais que outras suas conseqüências. O que não quer dizer que tudo esteja perdido ou que a vida seja, de fato, insuportável.
Posso afirmar que é possível conviver com esta (super)sensibilidade e também com o impacto dos fatores estressantes e depressivos.
Penso que é preciso aprender que a maioria dos acontecimentos cotidianos é resultado de uma realidade complexa e de variáveis que não estão sob nosso controle. A saber, quando caminhamos nas ruas de pé ou de carro. Por mais que estejamos atentos e sejamos cuidadosos podemos sofrer acidentes ou ser assaltados.
Todavia, podemos prevenir para não precisar remediar. Já pensou naquele passeio tão esperado no próximo final de semana? Para diminuir o impacto do estresse é preciso planejar adequadamente: onde, quando, com quem... Que tipo de roupa é preciso levar, onde é que se vai comer, dormir... Isto diminuirá as surpresas desagradáveis que poderão transformar seu passeio num pesadelo.
Em último análise, poderíamos dizer que a expressão viver a vida não pode ser reduzida a uma atitude passiva, entendida como algo que vem de fora e que pode ser bom ou ruim, agradável ou desagradável... Implica muito mais em agir de maneira consciente para produzir e aproveitar o máximo de tudo o que é agradável e para diminuir o impacto dos estressores que nos chegam a cada dia.
Concluindo tudo isto nos diria Thomas Merton: “Isto me escolhe para ser a pessoa que sou e para ocupar o lugar e a função particulares que ocupo, para ser eu mesmo no sentido de escolher tender para o que Deus quer que eu seja, e orientar toda a minha vida para ser a pessoa que Ele ama”.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Existe catarata da mente, que leva à cegueira espiritual?




Há um tipo de catarata, sobre a qual vou escrever que não atinge o olho, mas a mente. Muita gente, com o passar do tempo, perde o foco da vida e fica extraviado, sem rumo, não consegue discernir bem o que acontece ao seu redor. Mistura tudo e fica desfocado, com visão distorcida da realidade. Isso acontece em várias situações. Por exemplo, no mundo dos negócios, veja-se a questão da corrupção, gente se aproveitando de cargos ou vantagens que tem sobre outros, e rouba, recebe propina como se fosse a coisa mais sadia do mundo. Essa catarata faz um mal danado à ética e à moral. Destrói pilares da convivência humana, corrói valores que sustentam o sentido da vida.
Há outro tipo de catarata que é diferente desta, não envolve dinheiro, mas envolve a formação da consciência e do senso crítico. Os jovens são as principais vítimas. Eles, melhor do que ninguém, sabem manejar o mundo virtual. Conseguem muita informação, mas não a transformam em conhecimento; se divertem muito, mas não conseguem transformar as experiências em cultura. Não conseguem elaborar os dados que possuem, dando-lhe significados para sua vida. Permanecem vazios diante da vida, sem saber distinguir o que vale a pena, do que é efêmero.
Há também cataratas que atingem os pais. Estes, sufocados com os compromissos de trabalho ou medo do desemprego, têm pouco contato com os filhos. Ficam sem saber como orientá-los. Não sabem lidar com o mundo deles e facilmente sucumbem diante de suas demandas. Tudo permitem por medo de estabelecer limites, temendo serem vistos como retrógados. Quando as consequências chegam, se perguntam: onde foi que eu errei? Os estresses se acumulam e o desinteresse toma conta, e aí os próprios vínculos familiares se rompem e as separações acontecem com naturalidade, sem avaliar os sofrimentos que isto vai causar a si próprios e aos seus.
Há ainda outro tipo de catarata que atinge o mundo religioso das pessoas. Há tanta proliferação de religiões, em cada esquina tem uma igreja. Cada uma oferece mais vantagem que a outra. Confundem a cabeça com promessas e respostas imediatas para todos os problemas. Deus fica perdido no meio do vozerio e dos milagres que se propagam, e essa catarata ludibria o “crente” ingênuo e desvia a rota da transcendência.
Por isso, fique de olho, cuidado com as cataratas que rondam sua vida; antes que elas se instalem, consulte o bom senso e não se deixe enganar. Assim entendia Thomas Merton: “Quando encontro o mundo no meu próprio terreno, é impossível ser alienado por ele”.










O que eu sou, agora que já cresci?


O Diploma não me fez crescer!

Durante a nossa vida fazemos escolhas. E nem sempre conseguimos seguir o caminho dos nossos sonhos. Quando criança, tive que trabalhar muito para ajudar no orçamento familiar. Depois, optei pelos estudos. No meio do caminho vi que era chamado para algo mais do que sonhava. Cheguei a fazer dois anos e meio do curso técnico de Educação física. Era o que eu queria, mas não fui diplomado.
Foi aí que me tornei funcionário público. A questão da estabilidade, um salário razoável e os sonhos foram para cima da mesa. Depois de alguns anos, colocados dentro da gaveta. Mais um tempo e acho que até coloquei um cadeado na gaveta e escondi a chave, para evitar vê-lo novamente.
Sempre que alguma conversa, algum filme ou até uma música levavam o pensamento para as áreas dos sonhos, surgia um misto de frustração e impotência. Até que um dia Deus se fez sonho nos meus sonhos. Fui para o seminário e desta vez para os cursos de filosofia, psicologia e teologia.
Foi uma experiência muito edificante. Passei oito anos no seminário me relacionando com outros irmãos que estavam vivendo o mesmo ideal. Ficou mais edificante ainda nos últimos anos quando me deixei moldar pela formação que recebia. Enfim, oportunidades surgiram, o contato com as pessoas, pregação, formação e celebração. Um sonho realizado.
Mas será que somos mesmo um pedaço de papel com o nome de um curso e, no alto, a palavra: “Diploma”? Acredito que não. Em todas as experiências que passei nas últimas três décadas, aprendi que o que importa são as pessoas.
Em nossa vida, fazemos parte de diversos círculos de convivência. A família, a escola, aqueles que compartilham a mesma vertente política, social ou religiosa. Muitas vezes, em busca de nossos sonhos, abandonamos todos que nos rodeiam. E, quando finalmente paramos, nos vemos sozinhos.
Fico feliz ao olhar para trás e ver pessoas em quem investi e outras que investiram em mim. Independentemente de uma formação acadêmica, apenas pelo que eu represento como pessoa.
Quando nos perguntam, na infância, o que queremos ser quando crescer, geralmente nos lembramos de profissões. Médico, advogado, professor. Talvez pelo fato de vermos nas pessoas que nos cercam a importância que elas dão ao que são – ou aparentam ser.
Mas, na verdade, deveríamos desejar ser, quando crescer, alguém que valoriza pessoas e não cargos ou títulos. Alguém lembrado pela amizade e não só pelos feitos profissionais. Alguém que saiba mar e que é amado.

sábado, 30 de outubro de 2010

Tenho “obesidade informativa”. O que faço para superar este vício?


Leia menos, mas leia sempre!

Gosto de lê muito, por isso estranho a temática deste meu texto. Afinal, como você acompanha os meus textos pelo blog, artigos e livros também há de estranhar, porque sou um incentivador da leitura.
Na verdade, o alerta deste texto é para uma ‘doença’ que tem atingido muitas pessoas e que pode ser chamada de ‘obesidade informativa’.
Inicialmente, não vou entrar no mérito da informação obtida pela televisão, que muitas vezes nos acorda, nos acompanha no almoço e nos diz: “boa noite”, enquanto adormecemos com ela ligada. Indiscutivelmente, a televisão é o maior fornecedor de informações – boas e ruins – ao homem do século XXI. Mas desta vez vou abordar apenas a informação escrita.
Você sabia? Que na edição dominical do jornal New York Times (EUA) contém cerca de meio milhão de palavras. Ou seja, se alguém conseguisse ler cerca de 300 palavras por minuto, levaria quase 30 horas – ininterruptas – para consumir todo o jornal (o que não quer dizer entendê-lo). Afirma-se, também, que a edição de domingo contém mais informação do que um cidadão culto do século XVII receberia em toda a sua vida. Isso apenas em um domingo!
Ou seja, embora o incentivo à leitura seja saudável, precisamos tomar cuidado para não cometermos o pecado da gula informativa. Precisamos, assim como devemos fazer com os alimentos para o nosso corpo, escolher leituras saudáveis, nutritivas e em quantidade adequada para a nossa mente.
Particularmente, sou um apaixonado por livrarias, bibliotecas e sebos. Criticavam-me dizendo que fazia dos livros o meu refúgio, pois estava me atrapalhando nos meus relacionamentos! Mas, pensando bem, não é verdade que hoje em dia as grandes livrarias são organizadas como gôndolas de supermercados ou vitrines de shopping Center? Atualmente, a figura do livreiro – aquele que orientava a pessoa sobre os bons lançamentos do mercado – foi substituída pelo vendedor simpático que quer empurrar o mais recente Best-seller, que talvez nem ele mesmo tenha lido, mas em breve se tornará a grande sensação do cinema.
A boa leitura produz reflexão, habilita o diálogo, proporciona crescimento interior, gera boas ações, instiga a imaginação e também nos revela a realidade (boa ou má). Um bom livro não merece ser esquecido na estante ou ficar jogado em uma pilha empoeirada. Deve ser emprestado, indicado, comentado.
E, depois, se sobrar tempo e não houver mais nada para fazer, fique na meditação e reflexão. Como afirmava Thomas Merton: “Para que a linguagem possa ter sentido, é necessário que haja, em algum lugar, intervalos de silêncio para separar uma palavra da outra, um pronunciamento do outro. Quem se retira em busca de silêncio não necessariamente odeia a palavra. Talvez sejam o amor e o respeito pela linguagem humana que lhe impõem silêncio”.



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Estou com a lixeira cheia, como posso esvaziá-la?


Tem certeza de que quer excluir?

Tenho o hábito de, constantemente, utilizar a função do Windows para limpar permanentemente os arquivos deletados. Clico em “Esvaziar Lixeira”, o sistema operacional me faz a seguinte pergunta: “Tem certeza de que quer excluir ‘nome do arquivo’?”.
Embora faça isso várias vezes e, geralmente, confirme com um “Sim”, um dia desses associei esse procedimento à necessidade que temos, muitas vezes, de esvaziar nossas mentes do lixo ali depositado.
Desde o momento em que acordamos, nossos sentidos captam tudo ao nosso redor e as informações são guardadas em nosso cérebro. Muitas imagens, cheiros e texturas chegam até nós, porém não nos chamam a atenção. Mas, de vez em quando, uma roupa extravagante lembra um amigo distante, um aroma do doce remete à infância na casa da avó, uma superfície fria nos leva àquelas férias em chalé nas montanhas.
Além das informações captadas involuntariamente, há aquelas com que abastecemos nossa mente. A leitura de notícias em um jornal ou revistas, os memorandos internos do escritório, as músicas para relaxar no trânsito e os programas de televisão que parecem fazer o tempo passar.
Então, qual é a qualidade daquilo que temos consumido? Violência, traição, egoísmo, falta de respeito ao próximo parecem ser os temas, tanto da vida real, revelada pelos noticiários, quanto da ficção, expressa em novelas, filmes e nos mais diversos tipos de reality shows.
Por isso, muitas vezes acredito ser necessário encontrar um dispositivo para esvaziar a nossa lixeira mental. Um lazer saudável é um dos caminhos. Praticar um esporte, mesmo que seja uma simples caminhada, fazer uma leitura edificante, cercar-se de amigos são algumas idéias. Porém, para limpar a mente, recomendo o processo de solitude.
Muitas vezes confundida com solidão, a solitude é uma busca interior. Solidão é abandono, sofrimento, um vazio sufocante. Solitude é reflexão, aprendizado, um preenchimento relaxante. Você já tentou ficar meia hora sem pensar em absolutamente nada? Tudo bem, 15 minutos? Difícil? Cinco minutos, então. É um exercício, constante.
Henri Neuwen afirma que a vida espiritual tem três movimentos. O último é a procura por Deus. O segundo é a procura pelo próximo. E o início é a procura por nosso eu interior por meio do movimento de isolamento à solitude. A solidão nos afasta das pessoas. A solitude nos leva à hospitalidade. A hospitalidade nos aproxima de Deus.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Significado do nome Edivanio


EDIVANIO: variante de EVANILDO (Sugerida por internauta - pendente de revisão)
Origem do Nome Edivanio
Qual a origem do nome Edivanio: GREGO

Significado de Edivanio
Qual o significado do nome Edivanio: DESCENDENTE DE EVA.

Significado e origem do nome edivanio - Analise da Primeira Letra do Nome: E
Muita inteligencia e poder de comunicação, apontam para sua necessidade de falar, embora nem sempre diga tudo o que lhe vem à cabeça. Segue sempre movido pela razão, e se enfurece quando é desmentido ou contrariado. Sempre pensa muito, e isso interfere na concentração do que está fazendo. Pode vir a ser um excelente escritor, advogado ou professor. Mas para isso deve aprender a controlar seu nervosismo e se observar para não virar um tagarela.

Sentir o sentido do sentimento


Sinto-me angustiado neste momento,
Pois não encontro respostas nas coisas
E nem em me mesmo.

Isso me deixa sem sentido,
Quando mim sinto sentido
Pela perda do sentido existencial

Quem foi que me tirou o sentido?
Deixando-me sentir o não
Sentimento das coisas.

Quem poderia me dizer, onde posso;
Encontrar o verdadeiro sentido
Do sentir o sentimento sem
Perder o sentido do sentimento?

Ó Homem! Tu tens a resposta para
Minha aflição existencial?
Ou vens com balbucias filosóficas
E métodos terapêuticos, dizer-me;
Que posso encontrar em mim mesmo!?

Salva-me Senhor! Deste vazio existencial.
Livra-me, desta aflição interior.
Faz do meu desencontro um encontro.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Quem é o chato, e como posso conviver com ele?


Hoje vamos conversar sobre o chato. Se há alguém que está sempre na mídia é o chato. Ele está em todos os lugares e aparece nas horas e locais mais inoportunos. Aliás, ser inoportuno é uma característica sem a qual o chato o perderia sua chatice. Todo mundo, portanto, conhece pelo menos um chato, também conhecido como mala sem alça.
Há várias maneiras pelas quais o chato é inoportuno: ele é aquele que telefona para sua casa nos horários mais impróprios, sequer pergunta se você está disponível para atendê-lo naquele momento e chega a falar por horas a fio se não for impedido em tempo.
O chato pode ainda monopolizar uma conversa enfocando temas que só interessam a ele, pois, muitas vezes, as pessoas da roda tentam mudar de assunto e quando percebem lá está ele, novamente tocando na mesma tecla.
E falando de conversa, o chato também sabe de tudo e um pouco mais e parece que a conversa é uma competição na qual só pode haver um vencedor: ele. Você já deve ter tido experiência disso quando, ao apresentar um fato ou situação, o chato terá uma versão ainda melhor: a dele!
Isso pode piorar ainda mais quando o chato dá uma de moralista ou de dono da verdade, colocando-se acima do bem e do mal. Nessa linha, muitas vezes, o chato costuma dar conselhos que não foram solicitados, pois ele sempre sabe como o outro deve agir ou o que deve mudar etc. Mas ainda não acabou: o chato costuma entrar nas conversas sem ser chamado e, depois que entrou, segue o seu roteiro. O chato costuma também interromper frequentemente quem está falando, não o deixando concluir sua mensagem.
Como se pode ver o chato é invasivo, agressivo e manipulador. E, o pior, é que não percebe isso!
Falta-lhe um conjunto de habilidades sociais que tornaram suas relações sociais e interpessoais mais agradáveis, menos aversivas. Habilidades sociais que lhe permitam ser educado, empático e assertivos, características encontradas em pessoas que, normalmente, são sensíveis aos outros e às situações vivenciadas.
Infelizmente, o comportamento do chato persiste por dois motivos: ou porque acaba sendo reforçado positivamente – às vezes recebe um elogio ou alguém que compartilha seu ponto de vista – ou negativamente, ou seja, por um comportamento de fuga/esquiva – as pessoas não reagem ao chato na esperança de que ele se toque. Essa até seria uma boa tática de extinção do comportamento do chato se não houvesse reforçamento positivo intermitentes.
Desta forma, a saída diante do chato pode ser uma advertência direta sobre o seu comportamento inoportuno, ou, em um caso extremo, a punição: deixá-lo à mercê de outros chatos. Quem sabe não dê certo?










Deixe uma mensagem aos paroquianos de Santa Quitéria convidando – os a participar desses dois anos da Missa de Cura e Libertação.

4. Deixe uma mensagem aos paroquianos de Santa Quitéria convidando – os a participar desses dois anos da Missa de Cura e Libertação.

É com muita alegria que convido os paroquianos da minha querida e amada Paróquia de Santa Quitéria e estendo o convite para todos os paroquianos das outras paróquias que participam, acredito que participam bem mais do que os nossos paroquianos. Nesta missa de dois anos Deus vai agir de um modo especial, porque nela faremos mais outro projeto de evangelização que é a gravação de um CD da missa de Cura e Libertação. Então, convido a todos para participar, que seja de fato uma expressão paroquial: o povo cantando, a unção acontecendo para que possa chegar aos corações daqueles que possam comprar, contribuir com a evangelização e a auto-evangelização. Ser tocado e mudar de vida.

Sabemos que há várias criticas em relação às Missas de Cura e Libertação, por causa do “sucesso” repentino que vem fazendo. O que o senhor acha disso?

3. Sabemos que há várias criticas em relação às Missas de Cura e Libertação, por causa do “sucesso” repentino que vem fazendo. O que o senhor acha disso?
É que em nossa Igreja há várias correntes teológicas, por exemplo a teologia da libertação, as pastorais e movimentos voltados para o social e pessoas que têm a visão bem tradicional de missa, missa com tempo especifico, com estilo próprio, onde o padre não pode levantar as mãos, não pode cantar, não pode pular, não pode ministrar oração.
E na Missa de Cura e Libertação encontramos tudo isso, a abertura ao Espírito Santo deixando que Ele aja, sendo o agente que toca nos corações. Isso não quer dizer que o padre que preside esta missa não se prepare, ao contrário, a minha experiência é que eu me preparo muito mais do que os outros padre para celebrar esta missa, pois é uma missa onde a gente está aberto a todo tipo de contaminação, a todo tipo de poluição porque a gente não sabe as pessoas que vêm. Então ficamos contaminados nesta linha sobrenatural, porque nós proclamamos nesta missa até mesmo o exorcismo e a dissipação do espírito impuro. Justamente estas correntes que não acreditam que não são voltadas ao espiritual e que criticam dizendo que são missas – show, achando o tempo um absurdo.
Porém, estamos vendo que ela faz sucesso por causa da quantidade de pessoas, de fato é muito chamativa, é atraente e as pessoas se sentem bem. Tem aquela questão de inveja e ciúmes que acaba perdendo o foco, em todas as paróquias em que eu passo implantando a Missa de Cura e Libertação, atraímos ainda o ciúme e a inveja, infelizmente, de outros padres que não comungam da nossa espiritualidade. Mais sabemos que é de Deus e o que é de Deus tem que haver perseguição, tribulação e provação. Então, estamos no caminho certo.

Como o senhor vê os 2 anos da Missa de Cura e Libertação na vida da nossa Paróquia?

2. Como o senhor vê os 2 anos da Missa de Cura e Libertação na vida da nossa Paróquia?
Eu que venho acompanhando como presidente da celebração, raríssimas vezes convidei outros padres para celebrar esta missa. A gente percebe o crescimento não apenas em quantidade, mas também em qualidade a cada mês e a cada ano, visto que neste mês vai fazer dois anos. As pessoas quando vêm para participar pela primeira vez não deixam mais de participar.
Vem muitos espíritas, muitos evangélicos. Até mesmo espíritas que eram assíduos na sua crença que quando vieram a esta missa deixaram de ser espíritas. Na ultima missa, vieram três evangélicos que deixaram de ser evangélicos. Porém, não é o objetivo da missa de fazer com que as pessoas deixem suas crenças, mas de fato levar Jesus Cristo às pessoas, esse Jesus vivo e ressuscitado que é uma pessoa e não uma simbologia. E com Ele temos que nos encontrar e transmitir a essa sociedade vazia, que Jesus vive e quer salvar a todos nós.

O que é a Missa de Cura e Libertação e o que ela tem de diferente das outras Missas?

1. O que é a Missa de Cura e Libertação e o que ela tem de diferente das outras Missas?
A Missa de Cura e Libertação é uma missa que entrou na Igreja Católica através do movimento da Renovação Carismática dentro da sua espiritualidade. É uma missa que tem um diferencial das outras por ser mais animada, mais orante, uma missa que deixa fluir os carismas e os dons. Nela cantamos mais, rezamos mais, fazendo com que as pessoas que participam dela se sintam mais aliviadas, mais acolhidas e encontre a paz interior e ate mesmo a cura do corpo, da alma e a libertação do seu espírito.
Nesta missa não observamos apenas o rito como em todas as missas aqui na Paróquia de Santa Quitéria e no mundo todo, mas nós damos ritmo ao rito e nós sabemos o poder que a música tem na nossa vida. Entra na nossa mente, penetra em nosso coração e invade nossa alma e coloca dentro de nós aquilo que Deus quer pra nossa vida.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PARÓQUIA DE SANTA QUITÉRIA AGRADECE:


PARÓQUIA DE SANTA QUITÉRIA AGRADECE:

A VOCÊ E SUA CONTRIBUIÇÃO – A NOSSA COMUNIDADE TEM COMO MEIOS DE SUSTENTAÇÃO O DÍZIMO E AS OFERTAS. JUNTOS BUSCAMOS CUMPRIR COM A MISSÃO PRIORITÁRIA DA IGREJA: A EVANGELIZAÇÃO DE TODAS AS PESSOAS, APRESENTANDO A ELAS JESUS E SEU EVANGELHO. A SUA CONTRIBUIÇÃO TEM SIDO ESSENCIAL PARA QUE A NOSSA COMUNIDADE PAROQUIAL EVANGELIZE ATRAVÉS DAS DIMENSÕES RELIGIOSAS, SOCIAL E MISSIONÉRIA. HOJE, COM ALEGRIA, QUEREMOS DIZER OBRIGADO POR VOCÊ SER UM/UMA DIZIMISTA CONSCIENTE. SAIBA O PORQUÊ DA NOSSA GRATIDÃO!


1. OBRIGADO PELO SEU TESTEMUNHO DE PERTENÇA A JESUS E A IGREJA. O SEU DÍZIMO É SINAL E PROVA DE QUE VOCÊ TEM CONSCIÊNCIA DO BATISMO QUE RECEBEU, E QUE CONHECE O SIGNIFICADO DE COM(VIVER) EM COMUNIDADE, PARTICIPANDO ATIVAMENTE DELA.
2. OBRIGADO PELO SEU COMPROMISSO QUE, SOMADO AO COMPROMISSO DOS DEMAIS MEMBROS DA COMUNIDADE, FAZ COM QUE ELA SEJA INTEIRAMENTE EVANGELIZADA, COMO O ERAM AS PRIMEIRAS COMUNIDADES CRISTÃS.
3. OBRIGADO PELA PARTILHA. AO SEPARAR E ENTREGAR À COMUNIDADE PARTE DO QUE É SEU VOCÊ DEMONSTRA QUE É UMA PESSOA DESAPEGADA, AO MESMO TEMPO EM QUE ENCORAJA AS DEMAIS A IMITÁ-LA AO USAR, E NÃO DEIXAR-SE USAR, PELOS BENS MATERIAIS.
4. OBRIGADO POR VOCÊ DEVOLVER A DEUS, POR MEIO DA COMUNIDADE, UMA PARTE DO QUE VOCÊ TEM CONSCIENTE DE QUE TUDO PERTENCE A ELE. A DEVOLUÇÃO A DEUS É UM GESTO DE RECONHECIMENTO DE QUE TUDO É RELATIVO, E QUE SÓ ELE É DE FATO ABSOLUTO, O ÚNICO ABSOLUTO.
5. OBRIGADO PELA SUA GRATIDÃO. ELA É PROVA DE QUE VOCÊ TEM UMA MENTE E UM CORAÇÃO SENSÍVEIS À BONDADE DE DEUS, QUE SE ABRE A ELE EM AÇÃO DE GRAÇAS. A SUA OFERTA E O SEU DÍZIMO SÃO O SEU “OBRIGADO” PELO DOM DA VIDA DEMAIS DONS DELE RECEBIDOS.
6. OBRIGADO PELO A SUA GENEROSIDADE. VOCÊ NÃO OFERECE A SOBRA, O RESTO, MAS SIM UMA QUANTIA SIGNIFICATIVA DO QUE POSSUI. POR ISSO O SEU DÍZIMO É EXPRESSÃO DE ENTREGA GENEROSA. POR MEIO DELA, A MESQUINHEZ E A AVAREZA SÃO DERROTDAS, DANDO LUGAR À AÇÃO DE GRAÇAS E À PARTILHA.
7. OBRIGADO POR VOCÊ RENUNCIAR ALGO QUE É SEU PARA COLOCAR EM COMUM COM A COMUNIDADE. TODA A RENÚNCIA CUSTA CARO PORQUE POR MEIO DELA SE TRANSFERE PARA OUTRO O QUE GOSTARIA DE GUARDAR PARA SI. AO CONTRIBUI COM O DÍZIMO E A OFERTAS, VOCÊ FAZ UM SACRIFÍCIO COERENTE COM A SUA FÉ.
8. OBRIGADO POR VOCÊ ENTENDER O SIGNIFICADO DO QUE É SER CORRESPONSÁVEL. AO SER RESPONSÁVEL JUNTO DOS DEMAIS BATIZADOS PELA SUA COMUNIDADE DE FÉ E VIDA, VOCÊ ESTÁ TESTEMUNHANDO QUE É JUNTOS, NA UNIDADE E COMUNHÃO, QUE SE EVANGELIZA. A SOMA DAS CONTRIBUIÇOES FORMA UM TODO NO QUAL AS CONTRIBUIÇÕES INDIVIDUAIS SÃO MESCLADAS E SE TORNAM UMA SÓ, EXPRESSÃO DA GENEROSIDADE DE TODA A COMUNIDADE.
9. OBRIGADO PELA A SUA PERSEVERANÇA NA CONTRIBUIÇÃO DO DÍZIMO. ASSIM A COMUM IDADE PODE PREVER AS DESPERSAS E INVESTIMENTOS, CORRENDO RISCOS CALCULADOS, SEM DEIXAR DE EVANGELIZAR POR MEDO DE SE INDIVIDAR. OS DIZIMISTAS QUE SÃO PONTUAIS EM SUAS CONTRIBUIÇÕES POSSIBILITAM QUE A COMUNIDADE SE ORGANIZE E SEJA ADMINISTRATIVAMENTE EFICIENTE.
10. OBRIGADO PORQUE O SEU DÍZIMO É DE QUALIDADE, ISTO É, SOMA QUANTIA E CONVICÇÃO, E É OFERECIDO COM TAL CONSCIÊNCIA QUE SE TRANSFORMA EM “ORAÇÃO”, LEVANDO A UM AUTÊNTICO ENCONTRO COM DEUS. O DESPOJAMENTO E O ESVAZIAMENTO INTERIOR PERMITE QUE O HUMANO ABRA ESPAÇO PARA O DIVINO, ACOLHENDO-O.
11. OBRIGADO PORQUE COM O SEU DÍZIMO É OFERECIDO COM ALEGRIA, IDENTIFICADA NO SORRISO QUE MARCA O SEU ROSTO SEMPRE QUE VOCÊ FAZ A SUA CONTRIBUIÇÃO. NÃO HÁ COAÇÃO, OBRIGATORIEDADE OU PRESSÃO, E SIM ESPONTANEIDADE, LEVEZA E GRATUIDADE.
12. OBRIGADO PORQUE COM O SEU DÍZIMO E O DOS DEMAIS MEMBROS DA COMUNIDADE PODEMOS ORGANIZAR A NOSSA SECRETARIA PAROQUIAL, QUE DISPONIBILIZA DIVERSOS SERVIÇOS E PERMITE QUE A NOSSA PATORAL ESTEJA EM PLENO FUNCIONAMENTO.
ESTES SÃO ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS A NOSSA COMUNIDADE É GRATA A VOCÊ! POR ISSO, MAIS UMA VEZ OBRIGADO PELA SUA PRESENÇA CONSCIENTE E EVANGELIZADORA, QUE SE MANIFESTA INCLUSIVE PELA FIDELIDADE NO DÍZIMO. QUE DEUS O/A ABENÇÕE HOJE E SEMPRE!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A salvação na solidão




“ [Em última análise, o que procuro na solidão não é felicidade nem realização, e sim salvação. Não a ‘minha própria salvação’, mas a salvação de todos. É aqui que a coisa fica séria. Já usei a palavra revolta ligada à solidão. Revolta contra o quê? Contra uma noção de salvação que é totalmente legalista e extrínseca e que pode ser conseguida por mais falsa, atrofiada e estéril que realmente seja a sua vida interior. Esta é a pior ambigüidade: a impressão de que se pode ser francamente desleal para com a vida, a experiência, o amor, as outras pessoas, o seu próprio eu mais profundo, e ainda assim ser ‘salvo’ por um ato de obstinado conformismo, pela vontade de ser correto. Afinal, isto me parece fatalmente semelhante ao ato pelo qual as pessoas se perdem: a determinação de estar ‘certo’ a qualquer preço, à força de endurecer o próprio centro em torno da escolha arbitrária de uma posição fixa. Fechar-se em seu erro central com a recusa de admitir que se possa estar errado... Estou aqui [na solidão e no eremitério] por uma razão: para estar aberto, não ‘fechado em’ alguma escolha, seja ela qual for, excluindo todas as outras: estar aberto à vontade de Deus e à liberdade do Seu amor, que vem me salvar de tudo aquilo que em mim Lhe resiste e diz não. Isto eu preciso fazer não para me justificar, não para estar certo, não para ser bom, mas porque todo o mundo de pessoas perdidas precisam desta abertura pela qual a salvação pode entrar através de mim.”

Learning to Love, de Thomas Merton

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aqueles que estão de fora, queiram ou não, são nossos irmãos



Salmo 32, 8
8 -- Que toda a terra tema o Senhor,
Tremam diante dele todos os habitantes do mundo.


Irmãos, exortamos-vos instantemente à caridade, não apenas entre vós mas também em relação aos que estão de fora, quer sejam os ainda pagãos e descrentes, quer se tenham separados de nós, de modo que, professando conosco a Cabeça, separaram-se do corpo. Sintamos pecar por eles, irmãos, porque eles continuam sendo nossos irmãos. Quer queiram, quer não queiram, são nossos irmãos. De fato, só deixariam de serem nossos irmãos se deixassem de dizer: Pai nosso.
Assim o Profeta falou de alguns: àqueles que vos dizem: não sois irmãos nossos, respondei: Sois nossos irmãos. Observai de quem se poderia dizer isto, será que dos pagãos? Não, pois nem os chamamos de nossos irmãos segundo as Escrituras e o modo de tratar da Igreja. Será que dos Judeus que não creram em Cristo?
Lede o Apóstolo e notai que dizem: “Não sois nossos irmãos”, estão nos chamando de pagão. Por isso eles querem batizar-nos de novo, declarando que não possuímos o que dão. Por conseguinte, seu erro consiste em negar que somos seus irmãos. Mas então por que nos disse o Profeta: quanto a vós, respondei-lhes: sois nossos irmãos; a não ser porque reconhecemos neles aquele batismo que não repetimos? Não aceitamos nosso batismo, eles, mas reconhecendo-o como nosso, dizemos: sois nossos irmãos.
Se eles disserem: “Por que nos procurais? Que quereis de nós?” respondamos: Sois nossos irmãos. Mesmo que nos digam: “Podeis ir embora, nada temos convosco!” Pelo contrário, nós temos muito convosco! Nós confessamos um mesmo Cristo temos muito devemos estar em um só Corpo, sob uma só Cabeça.
Portanto, nós vos suplicamos irmãos, por aquelas mesmas entranhas da caridade, cujo leite nos alimenta, cujo pão nos fortalece, isto é, por Cristo, nosso Senhor. Com efeito, é agora a ocasião de termos para com eles grande caridade, muita misericórdia, rogamos a Deus por eles, a fim de que lhes conceda sobriedade de pensamento para caírem em si e enxergarem, porque nada absolutamente têm a dizer contra a verdade. De fato,apenas lhe resta a fraqueza da animosidade, tanto mais enferma quanto mais julga possuir maior força. Assim, pela mansidão de Cristo, nós vos conjuramos suplicando em favor dos fracos, dos sábios segundo a carne, dos puramente humanos e carnais, mas ainda nossos irmãos, que freguentam os mesmos sacramentos, embora não conosco, mas os mesmos, Eles respondem um só Amém, embora não conosco, mas o mesmo. Portanto, derramai diante de Deus por eles o âmago de vossa caridade.
Oremos: Senhor Deus, preparai os nossos corações coma força da vossa graça, para que, ao chegar o Cristo, vosso Filho, nos encontre dignos do banquete da vida eterna e ele mesmo nos sirva o alimento celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Rezando os Salmos com Santo Agostinho

Salmo 32, 2.3
2 – Louvai o Senhor com a cítara,
Com a harpa de dez cordas cantai-lhe.
3 – Cantai-lhe um cântico novo,
Tocai a cítara com arte, bradai.
Cantai a Deus com arte e com júbilo
Louvai o Senhor com a cítara, na harpa de dez cordas Salmodiai! Cantai-lhe um cântico novo! Despojai-vos da velhice; conhecestes um cântico novo! Novo homem, nova aliança, novo cântico. O cântico não pertence aos homens velhos. Somente o aprendem os homens novos, renovados da velhice pela graça e já pertencentes è nova aliança, que é o reino dos céus. Por ele anseia todo o nosso amor e canta um cântico novo. Cante o cântico novo não a língua, mas a vida.
Cantai-lhe um cântico novo, cantai bem para ele! Alguém pergunta como cantar para Deus. Canta para ele, mas não cantes mal. Ele não quer que seus ouvidos sejam molestados. Cantai bem, irmãos. Diante de um musicista de bom ouvido, dizem-te para cantar de modo que lhe agrade. Ora se não foste instruído na arte musical, temes cantar para não desagradar ao artista. Não sabendo que és ignorante, ele te repreenderá. Quem se oferecerá para cantar bem a Deus, a ele que tal modo julga o cantor, de tal modo examina tudo, de tal modo sabe escutar? Quando poderás apresentar um canto com tanta arte que absolutamente em nada desagrades aos ouvidos perfeitos?
Eis que ele te dá um modo de cantar: não procures palavras, como se pudesses explicar aquilo com que Deus se deleita. Canta na jubilação. É isto cantar bem para Deus, cantar na jubilação. O que é cantar no júbilo? Escuta, não se pode expressar por palavras aquilo que se canta no coração. De fato, aqueles que cantam seja na ceifa, seja na vinha, seja em qualquer outro trabalho cheio de ardor, começam com palavras de cantigas a exultar com alegria; depois, a alegria é tanta que já não podem dizê-la, então abandonam as sílabas das palavras e deixam-se levar pelo som do júbilo.
Júbilo é um som significar que do coração brota algo impossível de se expressar. E quem merece esta jubilação, a não ser o Deus inefável? É inefável o que não podes falar. E se não o podes falar e não deves calar-te, o que te resta senão jubilar? Alegre-se o coração sem palavras, e a imensidão das alegrias não conheça o limite das sílabas. Cantai para ele com arte e com júbilo.

Oremos: Sede propício, ó Deus, às súplicas, e auxiliai-nos em nossa tribulação. Consolados pela vinda do vosso Filho, sejamos purificados da antiga culpa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Breve Biografia

Pe. Edivânio José da Silva Filho nasceu no dia 20 de novembro de 1976 na cidade de Ribeirão/PE. Filho de Edivânio José da Silva e Zalfires Matias da Silva teve sua primeira experiência cristã no protestantismo até os seus 15 anos, quando foi convidado para visitar um grupo de jovens da PJMP (Pastoral da Juventude do Meio Popular) onde conheceu a Espiritualidade Mariana e desde então se converteu ao catolicismo.
Foi ordenado padre no dia 05 de janeiro de 2007 pelas mãos do bispo diocesano dos Palmares Dom Genival Saraiva de França e atualmente é pároco da Paróquia de Santa Quitéria (Palmares/ PE).

É fácil seguir Jesus?


Somos humanos e passíveis de erros e imperfeições

A Santa Eucaristia é a celebração do serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo pela humanidade.
O início da narrativa do Evangelho do décimo terceiro domingo do Tempo Comum é uma introdução solene da viagem de Jesus a Jerusalém. É o começo de Sua volta ao Pai e Ele apresenta Suas condições para quem quer segui-Lo. Mas não é tão fácil e simples seguir esse Jesus, que pôs o pé na estrada. Dois discípulos precisam ser "exorcizados” quanto ao preconceito racial e à intolerância religiosa. Outros são provocados a abandonar segurança, a rever prioridades e a romper laços familiares para pertencer a uma família que não se constitui a partir dos laços de sangue.
As palavras de Jesus neste Evangelho são dirigidas a todos os cristãos. Ele exige tudo de todos para sermos cristãos. Não podemos nos apegar nem mesmo à nossa alma, que é uma de nossas posses; devemos nos desapegar de tudo e seguir Cristo. Desde que dirijamos nossa vida para Deus, não devemos nos perturbar. É preciso vencer os prazeres carnais e conduzir nossa vida da melhor maneira, abandonando todo o restante para Aquele que tem o poder de fazer tudo o que quiser.
O Senhor nos conhece. Ele sabe que não nos transformamos de uma hora para outra. Mas o nosso objetivo deve ser ir nos aperfeiçoando até chegar ao ideal cristão. Não é fácil, mas é possível. Só depende de nos tornarmos cristãos autênticos. E, justamente porque não é fácil, é que é importante valioso.
Somos humanos e passíveis de erros e imperfeições, mas também somos divinos, porque fomos criados à imagem e semelhança de um Deus uno e trino, que fez o Cristo se tornar humano entre nós a fim de que aprendêssemos a assumir a divindade em nosso interior.

domingo, 31 de janeiro de 2010


O artesão da vida
(Uma história sobre a descoberta do infinito amor de Deus por suas criaturas)

Um artesão se encarrega de fazer vasilhas de barro, de louça ou de cerâmica.

Um artesão pode fazer humildes cântaros para portar água fresca como formosos vasos que embelezam os palácios dos reis. Porém um vaso tem mais valor no mercado que um cântaro, porém só no mercado, porque a função prática dos vasos é principalmente decorativa enquanto os cântaros se utilizam para beber água fresca.

Entretanto, nem o cântaro nem o vaso podem existir sem o artesão. O barro misturado com água ou a argila misturada com água, sem a intervenção do artesão, estes objetos não são nada. E Nada sai deles. Os super milagres não existem. Podemos fazer a prova, recolhendo terra misturando-a com água e então amassá-la. Deixamo-la para que repouse, porém não obtemos nada, já que necessitamos das mãos e do engenho do artesão para que estas tomem forma.

O artesão toma este barro em suas mãos e decide fazer um jarro ou um cântaro. Põe a massa no torno e a vai modelando com suas mãos, dando-lhe forma. Suponhamos que o barro ou a porcelana tivessem vida, e pudessem escapar do torno. Acaso não acabariam em nada? Em um montão de terra molhada, que a chuva arrastaria. Porém no torno vão tomando forma e se convertem em um cântaro ou um jarro.

Podemos pensar que já está acabado o processo, pois não, é preciso ainda que o artesão as ponha no forno, na frágua, que suportem a prova do fogo.

Também esta deve ser muito dolorosa, se os imaginamos com sentimentos. E que aconteceria se o cântaro ou qualquer um dos seus companheiros decidissem escapar do forno, da prova?

Quebrar-se-ia na primeira. Não serviria de nada. E seria necessário desfazer-se dele como um traste inútil. Existe um artesão diferente dos demais. Ele tem a particularidade de amar com loucura as suas obras. Elas, à sua vez são livres. E às vezes rechaçam o forno. Inclusive o torno. Quando um destes objetos se quebra, este artesão não deixa o cântaro quebrado, jogado em canto, pelo contrário, o toma de novo, amassando-o no torno não com água, mas com Sangue, com o Sangue do Seu Filho. Porque este artesão é Deus Pai. Seu Filho, Jesus. E o cântaro ou vaso, cada homem ou mulher. O torno, a fé. O forno, a vida.


Os pregos do mau-caráter
(Uma história que nos convida a viver sempre na graça de Deus)
Esta é a história de um jovem que tinha um caráter muito mal. Seu pai lhe deu um pacote de pregos e lhe disse que cada vez que perdesse a paciência, deveria pregar um prego atrás da porta. Rapidamente a porta ficava repleta de pregos. Porém, à medida que ia aprendendo a controlar o seu gênio, colocava cada vez menos pregos atrás da porta. Descobriu que podia controlar o seu gênio, pois a ação de pregar o fazia refletir sobre sua má atitude.
Chegou finalmente o dia em que pôde controlar seu caráter e já não tinha motivo para pregar.
Depois de informar ao seu pai, ele sugeriu que retirasse um prego a cada dia que conseguisse controlar seu caráter. Os dias passaram e o jovem pôde finalmente anunciar ao seu pai que não havia mais pregos que retirar da porta. Seu pai lhe disse:
"Você trabalhou duro meu filho, mas olha todos estes furos na porta. Nunca mais será a mesma. Cada vez que você perde a paciência, deixa cicatrizes exatamente iguais às que você vê aqui. Você pode insultar uma pessoa e retirar o que disse, mas a ferida permanece e o mal se espalha. Uma ofensa verbal é tão prejudicial como uma ofensa física. Agora é preciso trabalhar muito mais para que a porta fique como nova. Você deve reparar cada furo e dificilmente conseguirá que fique como nova".
Não basta deixar de pecar. Deve-se reparar. Tudo pode ser curado com a graça de Deus, mas requer muito sacrifício e reparação. As feridas que o pecado deixa requerem como remédio a cruz.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


A Bíblia na mão do povo


Necessitamos de uma “mobilização bíblica” para sermos discípulos missionários. Sem Bíblia o discipulado é incompleto. O primeiro passo é ter a bíblia nas mãos. É sobre isso que vamos refletir.

1. Deus tem o livro nas mãos (Ez 2,9). O profeta Ezequiel escreveu que “viu uma mão que segurava um manuscrito” (Ez 2,9). A visão do profeta é extraordinária e catequética. Deus lhe apresenta o livro e ordena ao profeta engolir as Escrituras Sagradas (Ez 3,1-3). Bíblia na mão e no coração, significa ter a bíblia nas mãos, saber abrí-la e interiorizá-la. Deus com o livro na mão faz um gesto altamente simbólico para nós. O lugar da Bíblia não é a prateleira nem a livraria, mas, nossas mãos. Bíblia a preço acessível, à altura do bolso.

2. Jesus tem o livro nas mãos (Apoc 5,1) João evangelista narra que o Cordeiro sentado no trono, tem o livro nas mãos (Apoc 5,8). Jesus na glória tem a bíblia em suas mãos e quer que o livro seja aberto, lido, conhecido. Na glória, Jesus nos indica que a Palavra, chega à sua plena confirmação.

3. O anjo do céu tem o livro nas mãos (Apoc 10,2). João evangelista vê o anjo com o livro nas mãos e ordena que evangelista coma o livro. Eis a lição: ter a Bíblia e interiorizá-la. O anjo simboliza todo aquele que anuncia a Palavra. Ainda mais, a Bíblia é em si um anjo para nós.

4. João evangelista tem o livro nas mãos (Apoc 10,8). Deus manda João pegar o livro. Esta ordem divina é para todos nós. Nosso povo deve ter acesso à Bíblia, ter o livro nas mãos. É o primeiro passo. Aprende-se nadar, nadando. Aprende-se a Bíblia tomando-a nas mãos.

5. Jesus, evangeliza com o livro nas mãos (Lc 4,17). O evangelista Lucas nos mostra Jesus com o livro sagrado nas mãos. Ele abre, lê e interpreta as Escrituras. Este era um costume de Jesus, isto é, participar da comunidade e ter o livro nas mãos para abrir, ler, interpretar, atualizar a mensagem. Esta era uma prática, um jeito, um costume de Jesus.

6. Santo Agostinho tem a Bíblia nas mãos. Em seu livro Confissões,, Santo agostinho conta como ouviu a voz interior que ordenou-o a pegar a Bíblia e lê-la: “Toma e lê”. Caiu-lhe nos olhos o texto da carta aos Efézios (Ef 5,1-7) Agostinho converte-se com a Bíblia na mão. Deus ordena-lhe tomar a Escritura e ler a mensagem divina que recria, refaz, recupera a vida a todos.

7. A religiosidade popular idealizou São Judas com a Bíblia na mão. A imagem de S. Judas Tadeu (e de outros santos e santas) impressiona por ter a Bíblia nas mãos. O próprio povo e a tradição da fé nos indica que com a Bíblia na mão estamos no caminho da santidade e da transformação da Igreja.

8. O Concílio Vat. II pede que tenhamos a Bíblia nas mãos. O Documento Perfectae Caritatis nº. 6 diz: “Tenham todos os dias nas mãos a Palavra de Deus”. Eis um mandamento conciliar, uma ordem da mãe Igreja. É o primado da Palavra que irá rejuvenescer a Igreja.

9. A Pontifícia Comissão Bíblica alegra-se ao ver gente humilde com a Bíblia na mão. Num de seus documentos, a Pontifícia Comissão Bíblica, (1993, IV,C3) se manifesta assim: “É motivo de alegria ver a Bíblia nas mãos de gente humilde e pobre.” Pelo que vemos, a Bíblia na mão do povo é um sopro do Espírito e alegria dos biblistas da Igreja.

10. O Papa Bento recomenda que devemos ter a Bíblia em nossas mãos. Diz o Papa Bento XVI aos jovens: “Tenham a Bíblia ao alcance da mão” (Cf. Osservatore Romano, Ed. Portuguesa, 4 de maio de 2006, pág. 6). Aos Bispos do Brasil, reunidos na Catedral da Sé, no dia 11 de maio de 2207, por ocasião de sua visita ao Brasil, disse o Papa:”é preciso trabalhar com os evangelhos nas mãos”. (cf.Osservatore Romano, ed. Portuguesa, 11 de maio, nº. 5, pág.9) Colocar a Bíblia nas mãos do povo, dos homens e mulheres da Igreja, é agora um ensino pontifício, mas a grande maioria do povo católico não têm acesso à Bíblia. Depois, vem o segundo passo que é o ensino, a compreensão e reta interpretação do texto sagrado. Nossa mobilização bíblica começa com a Bíblia na mão do povo.




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